segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Falsidade ? #xoxo


Duvido que exista um ser humano que não tenha inimigo. É uma figura inevitável. A coisa melhor do mundo é quando o inimigo é honesto e sincero.
Por que? Porque o inimigo verdaddeiro é assumido contra você: em tese e por princípio, por gosto e preferência, por inafinidade e divergência.
O inimigo sincero tem a coragem necessária para dizer, de público, que a tem por desafeto. Se necessário, a inimiga leal é bastante coerente para atacar, atentar contra a sua vida e sua reputação. Detonar a sua integridade física. Enxovalhar seu emocional. Zerar seus sentimentos e dinamitar seu lado espiritual.
E o bom é que a inimiga honesta não faz isso às escondidas, na calada da noite ou na surdina: a verdadeira inimiga sabe ser fiel aos próprios sentimentos com a mesma honradez com que cultiva as pessoas de quem diz gostar.
Visceralmente anti-você, a inimiga honesta promete o pior. E você pode esperar pelo mal de que a figura é capaz. Se não tem pedra em seu caminho, por exemplo, a inimiga leal anda mil quilômetros só para arrumar uma que encaixa direitinho no seu sapato. E calunia você. Joga lama em sua imagem. Quer ver você na sarjeta.
Mas... tudo bem! A criatura é sua inimiga. O jogo é declarado. Até nisso, portanto, pode haver o fair play.
O bom da inimiga declarada é que você pode se defender de venenos que lança contra você. Difícil mesmo é lidar com a falsidade, a hipocrisia, a simulação e a dissimulação da falsa amiga. É preferível a inimiga leal, diante de quem você se prepara para se safar. É nisso que reside o valor da inimiga honesta.
As falsas amigas são intragáveis. Aparentemente, a falsa amiga a trata bem. No fundo, quer a sua caveira. Ironia, sarcasmo e joguinhos idiotas são coisas que a falsa amiga adora fazer com você. Mas respeito mesmo que é bom, nada.
O que vale é o entreguismo por parte da amiga falsa e o desejo que mantém de ver você no inferno astral o tempo todo, a toda hora, todos os dias.
É... como há um tempo para cada coisa embaixo do céu; e como só podemos colher aquilo que plantamos, a melhor coisa que devemos fazer é continuar nos defendendo de nossas inimigas leais.
Quanto as amigas falsas, o jeito é esperar o tempo da colheita porque passarão. Com certeza, esse tempo virá. E virá na mesma proporção ou até maior da maldade que nos dirigem desde os próprios corações.
E que Deus se descuide de ambas, fazendo-as acabadas por conta própria. Isso é o bastante para o nosso contentamento.

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